terça-feira, 16 de julho de 2013

Sardas iluminadas

Depois de uns minutos, levantou a cabeça que afundara no travesseiro, seus olhos pequenos afogados em cílios claros e lágrimas. Assim, Estela buscou a luz. Com a ferocidade de um animal a sua presa, com a piedade de uma alma suja e pesada, ela olhou prum espelho, logo ali, em frente a cama. Um rosto numa vermelhidão, as sardas que cobriam o nariz pareciam mais grãos de areia e a língua ruiva umedecera os lábios. Respirou e discursou: "Deus, até quando?"

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